Por que o custo é bem maior que o salário
Contratar pela CLT custa muito mais que o salário que aparece no contracheque porque a lei acrescenta uma série de encargos e provisões. Sobre o salário bruto incidem o FGTS, depositado mensalmente pelo empregador, e o INSS patronal, pago pela empresa. Além disso, o custo real precisa reservar um valor por mês para o 13º salário, para as férias com o adicional de um terço e para uma eventual rescisão. Somados, esses itens fazem o custo total superar o salário em uma margem que costuma ficar entre 40 e 80 por cento, dependendo do regime tributário e da atividade da empresa.
O que compõe o INSS patronal
O INSS patronal é a contribuição previdenciária que a empresa paga sobre a folha, e ele não se resume a uma alíquota única. A parte básica é de 20 por cento sobre a remuneração, à qual se somam o RAT, que financia o seguro de acidentes e varia de 1 a 3 por cento conforme o grau de risco da atividade, e as contribuições a terceiros, destinadas a entidades como Sistema S, Incra e salário-educação. Com todos esses componentes, o percentual efetivo passa dos 26 por cento em muitos casos. Empresas no Simples Nacional seguem uma lógica diferente, com a contribuição embutida na guia única.
Como funcionam as provisões de 13º e férias
As provisões de 13º e férias existem porque esses direitos são anuais, mas o custo deles precisa ser distribuído mês a mês. O 13º equivale a um salário extra por ano, então a empresa provisiona cerca de um doze avos do salário por mês para tê-lo garantido em dezembro. As férias somam o salário do mês de descanso mais o adicional de um terço previsto na Constituição, também diluído ao longo do ano. Sobre essas verbas ainda incidem FGTS e, em parte, INSS. Provisionar mensalmente evita que o pagamento anual pese de uma vez no caixa e mostra o custo real de manter o posto.
As alíquotas mudam conforme o enquadramento
Os percentuais usados neste cálculo são referências, e o valor exato depende do regime tributário e da convenção coletiva da categoria. No Simples Nacional, parte dos encargos previdenciários está embutida na guia DAS, o que altera a conta em relação a uma empresa no Lucro Presumido ou Real. Convenções coletivas podem obrigar vale-transporte, vale-refeição, plano de saúde, PLR e outros benefícios que aumentam o custo e não entram numa estimativa genérica. O RAT ainda varia pelo grau de risco da atividade. Trate o resultado como uma boa aproximação e confirme os números aplicáveis ao seu caso com a contabilidade.
Como usar esta ferramenta
- Informe o salário bruto do funcionário.
- Marque se deseja incluir RAT e contribuições a terceiros no INSS patronal.
- Veja o custo total mensal e cada encargo detalhado por linha.
Perguntas Frequentes (FAQ)
- Por que o INSS patronal muda de 20% para 26,8%?
- 20% é a alíquota básica do INSS patronal. Ao somar o RAT (1% a 3%, conforme o risco da atividade) e as contribuições a terceiros (Sesi, Senai, Incra etc.), o percentual efetivo sobe, aqui aproximado em 26,8%.
- Empresas do Simples Nacional pagam esses mesmos encargos?
- Não exatamente. No Simples Nacional o INSS patronal costuma estar embutido na guia única (DAS), com alíquota diferente da usada aqui. Esta calculadora reflete melhor empresas no Lucro Presumido ou Real.
- O que é a provisão de rescisão?
- É uma estimativa da multa de 40% sobre o FGTS depositado no mês, reservada para o caso de uma demissão sem justa causa no futuro. Não é um valor pago mensalmente, mas uma provisão financeira.
