A estrutura do número único do CNJ
O número único do CNJ tem 20 dígitos organizados em campos padronizados para todo o Judiciário. Ele segue o formato NNNNNNN-DD.AAAA.J.TR.OOOO: sete dígitos de número sequencial do processo dentro da unidade de origem, dois dígitos verificadores, quatro do ano de ajuizamento, um para o segmento da Justiça, dois para o tribunal e quatro para a unidade de origem, como uma vara ou comarca. Esse formato unificado permite identificar a procedência de um processo apenas lendo o número, sem depender dos padrões próprios de cada tribunal, que existiam antes da padronização. O validador separa cada campo, confere o dígito verificador e traduz os códigos, tudo no navegador, sem acessar tribunal algum.
O dígito verificador do módulo 97
O dígito verificador do número único usa o módulo 97 da norma ISO/IEC 7064, diferente do módulo 11 da maioria dos documentos brasileiros. A ideia é tratar o número como um único inteiro muito grande e exigir que o resto da sua divisão por 97 seja igual a 1. Para conferir, os campos são reordenados: juntam-se o sequencial, o ano, o segmento com o tribunal e a unidade de origem, e os dois dígitos verificadores vão para o fim; o valor resultante, dividido por 97, precisa deixar resto 1. Para gerar os dígitos, faz-se o caminho inverso: monta-se o número sem o verificador, acrescentam-se dois zeros no fim, calcula-se o resto da divisão por 97 e o verificador é 98 menos esse resto. Como o número é grande demais para uma divisão direta, os sistemas processam os dígitos em blocos, guardando o resto parcial a cada passo. Usar dois dígitos e a base 97 faz o método detectar praticamente qualquer erro de digitação, inclusive a troca de dígitos vizinhos.
A Resolução 65 de 2008 do CNJ
A numeração única foi instituída pela Resolução 65 de 2008 do Conselho Nacional de Justiça, o CNJ, que definiu o formato de 20 dígitos, o cálculo do dígito verificador e as tabelas de códigos de tribunal e de origem. A adoção foi obrigatória para os órgãos do Judiciário e substituiu os antigos números locais, que variavam de tribunal para tribunal e dificultavam o acompanhamento de um processo que mudava de instância. Por ser uma norma pública, o cálculo pode ser reproduzido por qualquer sistema, e é isso que permite conferir a consistência de um número sem consultar o tribunal. O CNJ mantém as tabelas oficiais dos códigos, que são a referência para interpretar cada campo do número.
O que significa o segmento da Justiça
O dígito J indica o segmento da Justiça, ou seja, o ramo do Judiciário a que o processo pertence. Os valores mais comuns são 8 para a Justiça Estadual, 4 para a Justiça Federal, 5 para a Justiça do Trabalho, 6 para a Justiça Eleitoral e 9 para a Justiça Militar estadual. Há ainda códigos para os tribunais superiores e para o Supremo. Logo após o segmento vêm os dois dígitos do tribunal específico, que distinguem, por exemplo, os diferentes tribunais de justiça estaduais entre si, e os quatro dígitos da unidade de origem, que apontam a vara, o foro ou a comarca onde o processo começou. O validador traduz o código do segmento para o nome correspondente, o que ajuda a entender a procedência do número mesmo sem abrir o sistema do tribunal. Um único número, lido campo a campo, já revela em qual ramo, tribunal e unidade o processo tramita, sem qualquer consulta externa.
Onde a validação ajuda na prática
Conferir o número único é útil sempre que ele é copiado de uma petição, de um ofício ou de uma planilha e um dígito pode ter se perdido no caminho. Advogados, servidores e equipes de departamento jurídico usam a validação para garantir que estão prestes a protocolar ou consultar o processo certo, antes de digitar o número em um sistema de tribunal. Em rotinas que importam grandes listas de processos, a checagem do dígito verificador separa os números bem formados dos que têm erro, evitando buscas que falhariam. A decodificação dos campos também ajuda a triar processos por segmento, ano ou tribunal a partir da própria numeração, sem precisar consultar cada um. É uma conferência rápida que roda localmente e não depende da disponibilidade dos sistemas oficiais, que nem sempre estão no ar quando você precisa organizar uma lista grande de números.
O validador mostra o andamento do processo?
Um número bem formado não significa que o processo exista ou esteja em andamento. O validador confere o dígito verificador e decodifica os campos que já estão dentro do número, sem acessar nenhum tribunal, então um número pode passar na conta e não corresponder a processo algum, como ocorre com os números gerados para teste. Tudo roda no seu navegador, sem enviar dados a servidores, o que preserva a privacidade da consulta. Para ver as partes, as movimentações e as decisões, é preciso acessar o sistema do tribunal responsável, identificado pelos próprios dígitos do número, ou plataformas de consulta processual do CNJ. A ferramenta cuida da estrutura e do dígito; o conteúdo do processo fica nos sistemas oficiais.
Como usar esta ferramenta
- Cole o número do processo, com ou sem a formatação.
- Veja se o dígito verificador confere.
- Confira o segmento da Justiça e os demais campos decodificados.
Perguntas Frequentes (FAQ)
- O validador consulta o andamento do processo?
- Não. Ele apenas verifica o dígito verificador e separa os campos do número. Para ver o andamento é preciso consultar o site do tribunal responsável.
- O que significa o segmento da Justiça?
- É o dígito J do número. Ele indica o ramo do Judiciário: Justiça Estadual, Federal, do Trabalho, Eleitoral, Militar, entre outros. A ferramenta mostra o nome de cada um.
- Um número inválido significa erro de digitação?
- Geralmente sim. Se o dígito verificador não confere, provavelmente há um dígito trocado ou faltando. Confira o número na fonte original.
- Por que o processo do CNJ usa módulo 97 e não módulo 11?
- O módulo 97 da norma ISO/IEC 7064 usa dois dígitos verificadores e detecta mais tipos de erro do que o módulo 11 de um dígito só, inclusive a troca de dígitos vizinhos. Como o número único tem 20 posições e circula muito copiado à mão, esse controle mais forte reduz a chance de um número errado passar despercebido.
- O que são os quatro últimos dígitos do número?
- São o código da unidade de origem: a vara, o foro ou a comarca onde o processo foi distribuído. Junto com o segmento e o tribunal, eles mostram de onde o processo partiu. O validador decodifica esses campos a partir do próprio número, sem precisar consultar o sistema do tribunal.
- O ano dentro do número é o ano de quê?
- São os quatro dígitos AAAA e indicam o ano de ajuizamento, ou seja, quando o processo foi protocolado, não o ano da decisão nem o do fato discutido. Por isso é comum ver processos com anos antigos ainda em curso. O validador apenas separa e exibe esse campo, sem interpretar o mérito.