Como o dígito verificador do RG é calculado
O RG (Registro Geral) no padrão da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo tem oito dígitos de base e um dígito verificador no fim, no formato 00.000.000-0. O verificador sai de um cálculo de módulo 11 sobre os oito primeiros números.
O procedimento é direto:
- Multiplique o primeiro dígito por 2, o segundo por 3, e assim por diante, até o oitavo, que é multiplicado por 9.
- Some os oito produtos.
- Divida a soma por 11 e guarde o resto.
- O resto é o dígito verificador. Quando o resto dá 10, o dígito é representado pela letra X, por isso o campo aceita esse caractere na última posição.
Se o dígito calculado coincide com o informado, o RG é consistente dentro da regra paulista. Todo o cálculo roda no seu navegador, sem enviar nada para servidores.
Exemplo do cálculo passo a passo
Veja a conta com o número fictício 24.153.804, cujos oito dígitos de base são 2, 4, 1, 5, 3, 8, 0 e 4.
Multiplicando cada dígito pelo peso correspondente (de 2 a 9):
- 2 × 2 = 4
- 4 × 3 = 12
- 1 × 4 = 4
- 5 × 5 = 25
- 3 × 6 = 18
- 8 × 7 = 56
- 0 × 8 = 0
- 4 × 9 = 36
A soma dos produtos é 4 + 12 + 4 + 25 + 18 + 56 + 0 + 36 = 155. Dividindo 155 por 11, o resultado é 14 com resto 1 (porque 11 × 14 = 154). O resto é 1, então o dígito verificador é 1 e o RG completo fica 24.153.804-1. Se o resto tivesse dado 10, o dígito seria escrito como X.
Quem emite o RG e por que não há padrão nacional
O RG é emitido pelos Institutos de Identificação ligados às Secretarias de Segurança Pública de cada estado. Não existe uma numeração nacional única: cada estado adota o seu próprio formato, e nem todos usam dígito verificador. Por isso este validador segue a regra da SSP-SP, a mais difundida do país, e um RG emitido em outro estado pode ser recusado aqui mesmo estando correto na origem.
Vale separar dois documentos que costumam ser confundidos. O RG tradicional convive hoje com a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), criada para unificar a identificação e que usa o número do CPF como identificador principal. A CIN segue outra lógica de numeração, então a regra de dígito do padrão paulista não se aplica a ela. Para conferir um RG de fora de São Paulo, seria preciso conhecer o cálculo do órgão emissor daquele estado, que nem sempre é publicado.
Onde o validador de RG é útil no dia a dia
Conferir o dígito de um RG ajuda em situações bem concretas:
- Desenvolvimento e QA: validar máscaras e campos de cadastro sem depender de documentos de pessoas reais.
- Digitação em massa: quem cadastra fichas ou contratos consegue detectar um número copiado errado antes de salvar.
- Formulários manuais: um verificador rejeita de imediato um RG com dígito trocado, evitando um erro que só apareceria depois.
Em todos esses casos, o ganho é pegar o erro cedo, quando ainda é barato corrigir. Como o cálculo não precisa de internet depois que a página carrega, ele funciona mesmo offline e serve para testar sistemas em ambiente fechado. Um detalhe importante: o validador confere a matemática do número, mas não substitui a conferência do documento físico quando o RG é usado para identificar uma pessoa de verdade.
O que válido não garante
Um RG com dígito correto não confirma que o documento existe nem que foi emitido para alguém. A verificação trata só da matemática do dígito no padrão de São Paulo, sem qualquer consulta à base da SSP. Um número pode fechar a conta e nunca ter sido atribuído a ninguém, que é exatamente o caso dos RGs gerados para teste.
Ou seja, válido aqui significa apenas bem formado segundo a regra paulista. A ferramenta não diz o nome do titular, a data de emissão nem a situação do documento. Só o órgão emissor consegue informar se um RG está ativo e a quem pertence, e essa consulta não é feita por este site.
Erros comuns ao conferir um RG
O erro mais frequente ao conferir um RG é digitar um número trocado, o que faz o dígito não bater. Antes de concluir que um RG é inválido, revise alguns pontos:
- Confira se você não colou espaços, pontos a mais ou letras (fora o X do verificador).
- Garanta que são oito dígitos de base mais o verificador, sem faltar nenhum.
- Lembre que um RG de outro estado pode ser legítimo e ainda assim ser recusado, porque a regra usada aqui é a de São Paulo.
Se o número veio de um documento físico, confira dígito por dígito, já que um único algarismo fora do lugar muda o resultado. Outra confusão comum é esperar que o validador informe o titular ou o estado de emissão: ele responde apenas se a estrutura matemática está correta.
Como usar esta ferramenta
- Digite o RG, com ou sem pontuação (aceita o dígito X).
- Veja se o dígito verificador confere.
- Ajuste o número para testar outro RG.
Perguntas Frequentes (FAQ)
- Por que a validação é só do padrão de SP?
- Cada estado emite o RG no seu próprio formato e nem todos usam dígito verificador. Este validador usa a regra da SSP-SP, a mais difundida, então RGs de outros estados podem não ser reconhecidos.
- O que é o dígito X no RG?
- Quando o cálculo do verificador resulta em 10, ele é representado pela letra X. O validador aceita esse caractere na última posição.
- Um RG considerado válido significa que ele existe?
- Não. Válido aqui quer dizer que o dígito verificador confere no padrão de São Paulo. O número pode nunca ter sido emitido, como nos RGs criados para teste. Só o Instituto de Identificação do estado sabe se um RG foi realmente atribuído a alguém e qual a sua situação.
- Dá para validar o RG novo, a Carteira de Identidade Nacional?
- Não por aqui. A CIN unifica a identificação usando o número do CPF como identificador principal e segue outra lógica de numeração. O cálculo de dígito do padrão SSP-SP vale para o RG tradicional, não para a nova carteira. Para conferir um CPF, use o validador de CPF.
- O que faço se meu RG de São Paulo aparece como inválido?
- Revise a digitação dígito por dígito, confira se são oito números de base mais o verificador e veja se não há espaços ou letras extras (fora o X). Se o número veio de um documento físico e continua inválido, compare com o documento original, porque um único algarismo trocado altera o dígito.